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#acessibilidade Apresenta-se uma obra de arte desenhada em uma tela branca utilizando poluição ao invés de tinta para sua confecção. Esta obra por si só, independente do uso de poluição para confecção é uma crítica ao consumismo exacerbado da sociedade atual apresentando diversas logomarcas e formas de propagandas que incentivam esta forma nada sustentável da existência, contornadas por imagens que sugerem formas de poluição gasosa e aquosa, enquanto há pouca natureza.
De imediato, a primeira vontade que me toma ao ler este título é de cantarolar a continuação da música da banda Engenheiros do Hawaii com: “o papa levou, um tiro à queima roupa, o POP não poupa ninguém”. Dentre outras tantas possíveis associações com o título ou com a cultura POP possíveis de serem temas de redação, diga-se de passagem que me agradaria muito conversar com as leitoras e leitores, venho escrever talvez da menos agradável de todas e, acreditem, é pior que muitos artistas da atualidade!
Os Poluentes Orgânicos Persistentes, que também recebem a nomenclatura de POP, são compostos que em algum momento da história foram sintetizados por nós humanos para o ter seu uso principal na indústria e agricultura, seja como óleos isolantes, pesticidas, fungicidas ou outros. Estes são altamente resistentes à degradação. No momento em que foram sintetizados e amplamente utilizados não se tinha a dimensão do estrago que esta e outras características poderiam causar.
Os termos resistente à degradação ou persistente são comumente chamados nas ciências exatas como longa meia-vida, que significa que demora um período grande para que a quantidade final seja metade da inicial (por isso meia-vida). Vou elencar mais quatro palavrões característicos destes compostos que são bem cruéis aos seres humanos e ao meio ambiente e explicarei logo a seguir para que tenhamos noção do estrago do qual são capazes: destilação global, bioacumulação, biomagnificação e elevada toxicidade.
Destilação global é a principal responsável por estes compostos estarem presentes em praticamente todo o planeta Terra, inclusive em lugares onde os processos industriais nunca chegaram como ilhas isoladas do Oceano Índico, picos de montanhas, norte da Groenlândia ou a Antártida. Os compostos voláteis e semi-voláteis evaporam nas regiões mais quentes em que são produzidos e condensam em regiões mais frias sendo arrastados por rios, ventos e correntes marítimas. Esta talvez seja a característica que mais preocupa uma vez que estar sujeito a consequência da exposição a ele, independe de estar próximo de sua produção.
Na dinâmica do planeta, uma parte relativamente grande do POP mundial acaba indo aos oceanos e sedimentando, transformando assim o fundo dos oceanos em um grande reservatório. A parte que é consumida por seres vivos oceânicos será a maior responsável pelos males que seguem.
Após o consumo, o ser vivo sofrerá os impactos da bioacumulação, propriedade que se relaciona com a capacidade de, ao serem absorvidos, não serem eliminados com o tempo pelos organismos. Estes organismos por sua vez, formam todos os níveis da teia alimentar e quando um ser vivo contendo POP serve de alimento a outro ser vivo, este se acumula progressivamente no consumidor. A esta propagação do dano na teia alimentar damos o nome de biomagnificação.
Quanto a elevada toxicidade, podemos destacar um leque bem amplo de efeitos tóxicos nos organismos vivos, desde os sistemas nervoso, imunológico, e estarem relacionados diretamente ao aparecimento e evolução de câncer, passando até pelo sistema reprodutivo onde alguns poluentes são capazes de mimetizar ou bloquear determinados hormônios, particularmente hormônios sexuais. Além de afetar enzimas que controlam as reações bioquímicas no organismo.
Assim sendo, o POP é produzido pelos seres humanos, se espalham, são absorvidas, intoxicam diversas formas de vida no planeta, se acumulam em algumas, são repassadas a outras, e acabam durando muito e influenciando negativamente por todo o tempo que sua vida útil permitir. Já existem 22 compostos com estas características proibidos mundialmente, mas estudos sugerem que este número ainda pode aumentar. Desta forma o que podemos fazer individualmente é muito pouco: atentar para que os equipamentos eletrônicos e eletrodomésticos que utilizamos sejam descartados adequadamente após o fim de seu uso.
Fontes: Fonte da imagem destacada: Cool Hunting
Para saber mais:
Texto da Profa. Dra. Rosalinda Carmela Montone sobre Poluentes Orgânicos Persistentes
Página da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos sobre Poluentes Orgânicos Persistentes
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De inmediato, la primero que quiero hacer al leer este título es de cantar la continuación de la música de la banda Engenheiros de Hawaii con: “el papa llevó, un tiro a quema ropa, el POP no perdona a nadie“. Entre otras tantas asociaciones con el título o con la cultura POP de ser temas posibles de redacción, que digase de paso me agradaría mucho conversar con las lectoras y lectores, vengo escribir tal vez la menos agradable de todas y, crea n, ¡es peor que muchos artistas de la actualidad!
Los contaminantes orgánicos persistentes (Poluentes Orgânicos Persistentes en portugués), que también reciben la nomenclatura de POP, son compuestos que en algún momento de la historia han sido sintetizados por nosotros humanos para tener su uso principal en la industria y la agricultura, ya sea como aceites aislantes, pesticidas, fungicidas u otros. Estos son altamente resistentes a la degradación. En el momento en que fueron sintetizados y ampliamente utilizados no se tenía la dimensión del estrago que esta y otras características podrían causar.
Los términos “resistentes a la degradación” o “persistente” son comúnmente llamados en las ciencias exactas como larga vida media, que significa que tarda un período grande para que la cantidad final sea la mitad de la inicial (por eso el término vida media). Enumeraré otras cuatro palabras característicos de estos compuestos que son muy crueles a los seres humanos y al medio ambiente y explicaré luego para que tengamos idea del daño que son capaces: destilación global, bioacumulación, biomagnificación y elevada toxicidad.
La destilación global es la principal responsable de que estos compuestos estén presentes en prácticamente todo el planeta Tierra, incluso en lugares donde los procesos industriales nunca llegaron como islas aisladas del Océano Índico, picos de montañas, norte de Groenlandia o la Antártida. Los compuestos volátiles y semi-volátiles se evaporan en las regiones más cálidas en las que se producen y se condensan en regiones más frías siendo arrastrados por ríos, vientos y corrientes marítimas. Esta quizás sea la característica que más preocupa una vez que estamos sujetos a su exposición y consecuencias, independiente de estar cerca de su producción.
En la dinámica del planeta, una parte relativamente grande del POP mundial acaba yendo a los océanos y sedimentando, transformando así el fondo de los océanos en un gran depósito. La parte que es consumida por seres vivos oceánicos será el mayor responsable de los males que siguen.
Después del consumo, el ser vivo sufrirá los impactos de la bioacumulación, propiedad que se relaciona con la capacidad de, al ser absorbidos, no ser eliminados con el tiempo. Estos organismos a su vez, forman todos los niveles de la red alimentaria y cuando un ser vivo conteniendo POP sirve de alimento a otro ser vivo, éste se acumula progresivamente en el consumidor. A esta propagación del daño en la red alimentaria damos el nombre de biomagnificación.
En cuanto a la elevada toxicidad, podemos destacar un abanico muy amplio de efectos tóxicos en los organismos vivos, desde los sistemas nervioso, inmunológico (y estar relacionados directamente con la aparición y evolución del cáncer), pasando por el sistema reproductivo donde algunos contaminantes son capaces de mimetizar o bloquear ciertas hormonas, particularmente hormonas sexuales. Además de afectar las enzimas que controlan las reacciones bioquímicas en el organismo.
Por lo tanto, el POP es producido por los seres humanos, se esparce, son absorbidas, intoxican diversas formas de vida en el planeta, se acumulan en algunas, son repasadas a otras, y acaban durando mucho e influenciando negativamente por el tiempo que permita su vida útil. Ya existen 22 compuestos prohibidos mundialmente con estas características, pero estudios sugieren que este número todavía puede aumentar. De esta forma lo que podemos hacer individualmente es muy poco: atentar para que los equipos electrónicos y electrodomésticos que utilizamos sean descartados adecuadamente después del fin de su uso.
Fuentes:
Fuente de la imagen destacada: Cool Hunting
Para saber más:
Texto da Profa. Dra. Rosalinda Carmela Montone sobre Poluentes Orgânicos Persistentes
Página da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos sobre Poluentes Orgânicos Persistentes
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