[:pb]Resenha – O menino que descobriu o vento (V.2, N.4, P.4, 2019)[:es]Reseña – El niño que domó el viento (V.2, N.4, P.4, 2019)[:]

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Tempo de leitura: 4 minutos

[:pb]

#acessibilidade Abraço entre pai e filho com um aspecto de satisfação e felicidade verdadeira. Ao fundo, uma paisagem mostra a vegetação seca,  e um aerogerador que se sobrepõe ao sol intenso.

ALERTA: este texto não contém spoiler

O filme “O menino que descobriu o vento” é uma biografia inspiradora, não apenas pela comovente história de vida de William Kamkwamba (personagem central da narrativa contada), mas pelo caráter motivacional da ótica pela qual a ciência e a educação são apresentadas. Em meio à crise hídrica que assola o Malawi e a consequente miséria dos mais variados recursos na aldeia, um garoto consegue mudar a dura realidade de seu povoado movido pelo estímulo do conhecimento científico.

Por trás da cortina de fumaça da meritocracia que o filme pode deixar, embasado no costume de identificar casos excepcionais dentro da sociedade e utilizá-los como modelos que qualquer um poderia seguir, ignorando as limitações de cada indivíduo para além de seu contexto histórico-social, existe uma interpretação um pouco mais subliminar e ainda mais significativa.

Logo no início do filme fica evidente que mesmo que o pai de William não tenha tido a oportunidade de estudar, ele reconhece o valor da educação como instrumento de transformação. Ainda que com uma visão limitada do ensino, pautada exclusivamente em seu caráter de qualificação profissional, ele usa seus poucos recursos financeiros para custear a escola dos dois filhos.

Com o desenrolar da narrativa, percebe-se que o William enxerga o papel transformador da educação de maneira um pouco mais ampla, associando o conhecimento científico ao potencial de intervenção no estresse hídrico, que se intensifica com o desenrolar da trama. Essa diferença de interpretação da definição da educação entre pai e filho promove desentendimentos característicos do choque de gerações, cultura e de oportunidades. O pano de fundo social também mostra o descaso do governo e evidencia que a curiosidade, a criatividade e a determinação do garoto são atos de bravura e de resistência.

Por fim, dentre as muitas lições e mensagens que o filme deixa, a mais rica delas é o papel libertador da educação. É acalentador ver um obra tão bem dirigida, com excelente fotografia resgatando de forma tão desinteressada, porém eficaz, essa mesma mensagem que nos move à cada publicação deste blog: informar para formar e libertar.

“A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão.”

Paulo Freire

Fontes:

Fonte da imagem destacada: Netflix

Para saber mais:

https://www.netflix.com/br/title/80200047

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-259993/criticas-adorocinema/

https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Kamkwamba

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#accesibilidad Abrazo entre padre e hijo con un aspecto de satisfacción y verdadera felicidad. Al fondo, un paisaje muestra la vegetación seca, y un aerogenerador que se superpone al intenso sol.

ADVERTENCIA: este texto no contiene spoiler

La película “O menino que descobriu o vento” (El niño que descubrió el viento) es una biografía inspiradora, no sólo por la conmovedora historia de la vida de William Kamkwamba (personaje central de la narrativa contada), sino por el carácter motivacional de la óptica por la cual la ciencia y la educación se presentan. En medio de la crisis hídrica que asola a Malawi y la consiguiente miseria de los más variados recursos en la aldea, un niño consigue cambiar la dura realidad de su pueblo movido por el estímulo del conocimiento científico.

Por detrás de la cortina de humo de la meritocracia que la película puede dejar, basada en la costumbre de identificar casos excepcionales dentro de la sociedad y utilizarlos como modelos que cualquiera podría seguir ignorando las limitaciones de cada individuo más allá de su contexto histórico-social, existe una interpretación un poco más subliminal y aún más significativa.

En el comienzo de la película queda evidente que aunque el padre de William no ha tenido la oportunidad de estudiar, reconoce el valor de la educación como instrumento de transformación. Aunque con una visión limitada de la enseñanza, pautada exclusivamente en su carácter de calificación profesional, él utiliza sus pocos recursos financieros para costear la escuela de sus dos hijos.

Con el desarrollo de la narrativa, se percibe que William ve el papel transformador de la educación de manera un poco más amplia, asociando el conocimiento científico al potencial de intervención en el estrés hídrico, que se intensifica con el desarrollo de la trama. Esta diferencia de interpretación de la definición de la educación entre padre e hijo promueve desentendimientos característicos del choque de generaciones, cultura y oportunidades. El telón de fondo social también muestra el descuido del gobierno y pone de manifiesto que la curiosidad, la creatividad y la determinación del niño son actos de bravura y de resistencia.

Por fin, entre las muchas lecciones y mensajes que la película deja, la más rica de ellas es el papel liberador de la educación. Es reconfortante ver una obra tan bien dirigida, con excelente fotografía rescatando de forma tan desinteresada, pero eficaz, ese mismo mensaje que nos mueve a cada publicación de este blog: informar para formar y liberar.

“A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão.”

Paulo Freire

Fuentes:

Fuente de la imagen destacada: Netflix

Para saber más:

https://www.netflix.com/br/title/80200047

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-259993/criticas-adorocinema/

https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Kamkwamba

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