[:pb]Resenha – O fim da eternidade – Isaac Asimov (V.2, N.2, P.4, 2019)[:es]Reseña – El fin de la eternidad – Isaac Asimov (V.2, N.2, P.4, 2019)[:]

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Tempo de leitura: 5 minutos

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#acessibilidade Capa do livro O fim da Eternidade (editora Aleph), fundo preto com linhas brancas curvas em disposição aleatória. Escrito “Isaac Asimov” em rosa e “O fim da Eternidade” em branco.

Desde quando o tempo existe?

O que é o tempo?

Até quando o tempo existirá?

Andrew Harlan é um funcionário de uma organização que monitora, analisa e manipula o Tempo. Seu cargo de Técnico da Eternidade o torna responsável por alterar o destino de bilhões de humanos. Para isso, ele deve executar Mínimas Mudanças Necessárias na Realidade para que uma Máxima Resposta Desejada seja alcançada, de modo que os efeitos destas mudanças levam à transformação de vários aspectos da sociedade. Tais mudanças de realidade são cuidadosamente calculadas e estimadas por meio de cálculos de probabilidades. Neste cenário, o leitor é conduzido a uma viagem espetacular através dos séculos. O contato que Harlan tem com os habitantes de outros séculos revela que os habitantes de cada século apresentam aspectos morais, culturais e estéticos muito diferentes entre si.

Devido ao isolamento e ao propósito da Eternidade, os Eternos foram condicionados por uma disciplina rigorosa para que sejam aptos a viverem e trabalharem na Eternidade para o “bem” da humanidade. Por isso, sendo um excelente Técnico, Harlan deixou de lado suas emoções para ser capaz de executar seu trabalho de maneira satisfatória. Porém, muitas reflexões filosóficas acerca de seu trabalho e de sua posição permeiam os pensamentos do protagonista constantemente e isso lhe confere uma personalidade introspectiva e crítica. A partir de sua capacidade dedutiva, Harlan irá descobrir que a Eternidade não é o que parece e o que os Eternos são tão humanos quanto os Tempistas.

Ao desenrolar a trama que se passa ora na Eternidade, ora na Realidade, Asimov mostra toda sua genialidade quando se trata de ficção científica. Usando uma linguagem um pouco mais científica do que de costume, o autor aborda temáticas relacionadas às áreas da Física, Estatística, Computação, Matemática e História. Por exemplo, a ideia de campo temporal e os cálculos de probabilidade de Realidade. Verificando assim sua qualidade para tratar de temas científicos. Além disso, a leitura é bem acessível e fluída, sem muitas complicações. A história é permeada por suspense e conflitos muito decisivos para o seu desfecho.

Neste livro, o escritor nos leva a profundas reflexões não só sobre o Tempo, mas também sobre o rumo da humanidade, o qual pode ser facilmente modificado pela ação dos Eternos. Além disso, o enredo muito bem elaborado é envolvido por um romance entre o protagonista e sua amada, o que deixa a história muito mais surpreendente. Ao longo dos acontecimentos cotidianos na Eternidade, o romance de Harlan com Nöys atinge uma dimensão tão grande e decisiva que coloca em risco o rumo da Humanidade e da Eternidade.

Seríamos nós, meros humanos mortais, capazes de manipular o tempo?

E se os membros da Eternidade fossem mortais?

O Eterno realmente não tem finitude temporal?

 

Com a combinação de fatores que você me entregou,

não consigo ver como ela se ajusta na Realidade anterior

– Asimov

Fontes:

Fonte da imagem destacada: Internet

Isaac Asimov, O Fim da Eternidade, 1955. Editora Aleph, 2007.

Outros divulgadores:

Ficção científica brasileira

[:es]

¿Desde cuándo el tiempo existe?

¿Qué es el tiempo?

¿Hasta cuándo el tiempo existirá?

Andrew Harlan es un funcionario de una organización que monitorea, analiza y manipula el Tiempo. Su cargo de Técnico de la Eternidad lo hace responsable de cambiar el destino de miles de millones de humanos. Para ello, debe realizar Mínimos Cambios Necesarios en la realidad para que se alcance una Respuesta Máxima Deseada, de modo que los efectos de estos cambios conducen a la transformación de varios aspectos de la sociedad. Estos cambios de realidad se calculan cuidadosamente y se estiman mediante cálculos de probabilidad. En este escenario, el lector es conducido a un viaje espectacular a través de los siglos. El contacto que Harlan tiene con los habitantes de otros siglos revela que los habitantes de cada siglo presentan aspectos morales, culturales y estéticos muy diferentes entre sí.

Debido al aislamiento y al propósito de la Eternidad, los Eternos fueron condicionados por una disciplina rigurosa para que sean aptos para vivir y trabajar en la Eternidad para el “bien” de la humanidad. Por eso, siendo un excelente técnico, Harlan dejó de lado sus emociones para ser capaz de ejecutar su trabajo de manera satisfactoria. Sin embargo, muchas reflexiones filosóficas acerca de su trabajo y de su posición permean los pensamientos del protagonista constantemente y eso le confiere una personalidad introspectiva y crítica. A partir de su capacidad deductiva, Harlan descubrirá que la Eternidad no es lo que parece y que los Eternos son tan humanos como los Tempistas.

A lo largo de la trama que se pasa entre la Eternidad y la Realidad, Asimov muestra toda su genialidad cuando se trata de ficción científica. Usando un lenguaje un poco más científico que de costumbre, el autor aborda temas relacionados con las áreas de Física, Estadística, Computación, Matemáticas e Historia. Por ejemplo, la idea de campo temporal y los cálculos de probabilidad de Realidad. Verificando así su calidad para tratar temas científicos. Además, la lectura es muy accesible y fluida, sin muchas complicaciones. La historia está impregnada por suspenso y conflictos muy decisivos para su desenlace.

En este libro, el escritor nos lleva a profundas reflexiones no sólo sobre el Tiempo, sino también sobre el rumbo de la humanidad, el cual puede ser fácilmente modificado por la acción de los Eternos. Además, la trama muy bien elaborada está envuelta por una novela entre el protagonista y su amada, lo que deja la historia mucho más sorprendente. A lo largo de los acontecimientos cotidianos en la Eternidad, la novela de Harlan con Nöys alcanza una dimensión tan grande y decisiva que pone en riesgo el rumbo de la Humanidad y la Eternidad.

¿Seríamos nosotros, meros humanos mortales, capaces de manipular el tiempo?

¿Y si los miembros de la Eternidad fueran mortales?

¿El Eterno realmente no tiene finitud temporal?

 

Com a combinação de fatores que você me entregou,

não consigo ver como ela se ajusta na Realidade anterior

– Asimov

Fuentes:

Fuente de la imagen destacada: Internet

Isaac Asimov, O Fim da Eternidade, 1955. Editora Aleph, 2007.

Otros disseminadores:

Ficção científica brasileira

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