[:pb]Uma breve história (da resistência) da ciência (V.2, N.3, P.5, 2019)[:es]Una breve historia (de la resistencia) de la ciencia (V.2, N.3, P.5, 2019)[:]

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#acessibilidade Foto tirada no Memorial da Resistência, ao fundo uma das janelas gradeadas da cela e à frente da imagem um cravo dentro de uma garrafa com água, ambos sobre um caixote de madeira em memória daqueles que foram presos, torturados e mortos durante a ditadura naquela e em outras celas.

Texto escrito em colaboração com Gabriela Dias

Sócrates, Giordano Bruno, Galileu Galilei, Albert Einstein. Você certamente já ouviu ao menos um desses nomes. Schrödinger, Heisenberg e Born são nomes mais familiares a quem já cursou alguma matéria das ciências exatas.  O que eles têm em comum? São pensadores, filósofos, cientistas reconhecidos até hoje por suas ideias revolucionárias, que contrariavam as ideias estabelecidas em sua época.

Sócrates nasceu em 470 a.C. e foi um grande pensador da antiguidade, embora não tenha deixado nenhum trabalho seu escrito. Conhecido por defender o diálogo como método de ensino, suas ideias são conhecidas a partir dos escritos de outros pensadores, que foram seus discípulos e seguidores, como Platão e Aristóteles. Já no fim da vida, foi preso, julgado e condenado à morte por “corromper a mente dos jovens atenienses” e “não acreditar nos deuses do estado”.

Giordano Bruno foi um teólogo, filósofo e frade italiano, nascido em 1548. Foi preso por defender ideias contrárias às estabelecidas pela religião católica, como a infinitude do universo, que o sol é uma estrela como outras observadas no céu noturno e o heliocentrismo. Por essas ideias e também por outras que contrariavam os dogmas católicos, ele foi condenado à fogueira pela inquisição. Ficou preso por oito anos e foi queimado em 1600.

A história de Galileu você provavelmente já ouviu falar. Sua principal obra é o “Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo”, publicado em 1632. Nela é apresentada e defendida (com anos de experimentação e observações) a visão copernicana do “universo”, com o sol no centro e os planetas girando em torno dele, em contraponto à visão aceita naquele momento histórico, com a Terra no centro e todos os corpos celestes, incluindo o sol, girando ao seu redor. Acusado de heresia pela igreja católica, Galileu foi condenado a contradizer publicamente o que defendia em sua obra e permaneceu em “prisão domiciliar” pelo resto da vida. Em 1992, o papa João Paulo II pediu perdão em nome da igreja católica pela condenação de Galileu.

Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg e Max Born foram alguns dos cientistas responsáveis pelo desenvolvimento da teoria quântica, que explica fenômenos que acontecem em escala atômica e subatômica (você pode saber um pouquinho mais sobre essa teoria clicando aqui). Desenvolviam suas pesquisas na primeira metade do século XX, principalmente em universidades alemãs. Com o advento e crescimento das ideias antissemitas propagadas pelo nazismo, acabaram abandonando a Alemanha e se exilando em países como Inglaterra e Estados Unidos.

Esses são apenas alguns nomes de filósofos e cientistas que foram de alguma forma perseguidos e/ou condenados por suas ideias. Muitos outros mais tiveram fins trágicos como a morte ou o exílio. Tudo isso parece distante? É coisa da idade média? Ataque de extremistas que já foi superado e que não poderiam se repetir em uma sociedade civilizada e democrática? Pois bem, Ana Rosa Kucinski Silva, professora do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), e seu marido Wilson Silva, desapareceram em abril de 1974. Somente em 2014, com os trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, ficou comprovado que foram mortos por agentes da repressão da ditadura militar instaurada no Brasil em 1964. Na mesma época, o casal Victor e Ruth Nussenzweig (biólogos) se exilou nos Estados Unidos após Victor se tornar alvo de um inquérito militar. Foram contratados pela Universidade de Nova York, onde continuaram as pesquisas para o desenvolvimento de uma vacina para a malária, e continuam lá até hoje. Isaias Raw, professor da Faculdade de Medicina da USP, ficou preso por 13 dias em 1964, acusado de atividades “subversivas” pela comissão interna da universidade. Cabe destacar que qualquer atividade poderia ser classificada como subversiva e motivar uma prisão, mas na maioria das vezes não havia ameaça nenhuma, essa prisão era totalmente arbitrária.

Perceba que esses últimos relatos não fazem tanto tempo assim, não é mesmo?! O próprio reconhecimento de que muitos desses professores e cientistas foram vítimas de um ataque contra os direitos trabalhistas, civis, políticos e humanos ocorreu há 4 anos. Ainda hoje algumas informações continuam sendo atualizadas, pessoas continuam desaparecidas e perguntas continuam sem respostas.

A Sociedade Brasileira de Física (SBF) publicou no dia 28 de março de 2019 a matéria “SBF relembra físicos perseguidos pela ditadura militar de 1964, que cita os físicos Mario Schenberg, Elisa Esther Frota Pessoa, Jaime Tiomno, José Leite Lopes, Plínio Sussekind da Rocha, Sarah de Castro Barbosa, que foram aposentados compulsoriamente em 1964. Hoje, dia 31 de março de 2019, completam-se 55 anos do início do regime militar, que perdurou até 1985. Em função disso a Sociedade Brasileira de Química (SBQ) lançou uma nota declarando seu repúdio à qualquer tipo de comemoração que remeta à ditadura militar no Brasil: “Não é dia de comemorar. Pelo contrário. É dia de homenagear os que tombaram”.

Em 2014, foi lançado o Projeto Ciência na Ditadura, que “consiste num levantamento dos pesquisadores e professores universitários perseguidos ou que tiveram suas carreiras acadêmicas prejudicadas em função de questões de natureza política”. Segundo o site do projeto, 471 cientistas sofreram nesse período de nossa história, seja porque foram presos, torturados, assassinados ou exilados; demitidos, aposentados, submetidos a inquéritos militares, cujos livros foram proibidos, tiveram que se demitir ou fugir do país em função do clima de perseguição política, ou sofreram boicote ao seu trabalho científico e intelectual.  

Assim como esse projeto, outras iniciativas têm sido realizadas para preservação das memórias da resistência e da repressão militar ocorridas durante a ditadura e garantir que seja apenas uma triste lembrança do passado que não venha assombrar nosso futuro. Em São Paulo, por exemplo, existe o Memorial da Resistência, localizado no prédio da antiga  sede do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social, órgão responsável pela repressão política e censura durante o regime militar). Este Memorial conta um pouquinho dessa história e da perseguição que ocorreu em várias universidades do país.

Recordar esses fatos não significa que gostamos de cutucar a ferida para vê-la sangrar, mas sim que nós, como sociedade, devemos tirar uma lição deste triste momento histórico. Precisamos sinalizar, recordar e relembrar para que a mesma pedra não nos faça tropeçar novamente abrindo uma outra ferida.

Para saber mais, listamos alguns sites que trazem mais informação sobre os cientistas e intelectuais brasileiros perseguidos nessa época sombria de nossa história recente e também textos que relembram as perseguições políticas e ideológicas sofridas por pesquisadores e pensadores ao longo da história.

Fontes:

Fonte da imagem destacada: Arquivo pessoal.

Para visitar: Memorial da Resistência http://www.memorialdaresistenciasp.org.br/memorial/

Para saber mais: (no Brasil) Playlist com documentários sobre a Ditadura Militar Brasileira no YouTube

http://www.sbq.org.br/ensino/workshop/nota-publica-da-divisao-de-ensino-da-sociedade-brasileira-de-quimica-sobre-31-de-marco

http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252014000400015 https://portal.fiocruz.br/noticia/ditadura-regime-instituido-pelo-golpe-ha-50-anos-deixou-marcas-no-campo-da-ciencia http://www.revistahcsm.coc.fiocruz.br/projeto-identifica-cientistas-perseguidos-pela-ditadura-militar/ https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/museu-lanca-site-sobre-cientistas-perseguidos-durante-ditadura-militar-15738975 http://site.mast.br/ciencia_na_ditadura/index.html http://www.sbfisica.org.br/v1/home/index.php/pt/acontece/875-sbf-relembra-fisicos-brasileiros-perseguidos-pela-ditadura-militar-de-1964 https://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/12/1560259-relatorio-da-comissao-da-verdade-detalha-prisoes-tortura-e-mortes.shtml (no mundo) https://netnature.wordpress.com/2016/07/11/cientistas-filosofos-e-livres-pensadores-que-a-inquisicao-matou-em-nome-de-deus/ http://www.comciencia.br/punicao-na-ciencia-atraves-dos-tempos/ http://cienciahoje.org.br/a-fuga-de-cerebros-da-alemanha-nazista/ https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.pdf https://super.abril.com.br/ciencia/9-cientistas-famosos-que-ja-foram-refugiados/

Outros divulgadores: Texto do Universo Racionalista sobre o atraso científico na Ditadura

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Texto escrito en colaboración con Gabriela Dias

Sócrates, Giordano Bruno, Galileo Galilei, Albert Einstein. Usted ciertamente ha escuchado al menos uno de estos nombres. Schrödinger, Heisenberg y Born son nombres más familiares a quienes ya han cursado alguna materia de las ciencias exactas. ¿Qué tienen en común? Son pensadores, filósofos, científicos reconocidos hasta hoy por sus ideas revolucionarias, que contrariaban las ideas establecidas en su época.

Sócrates nació en 470 a.C. y fue un gran pensador de la antigüedad, aunque no dejó ningún trabajo escrito. Conocido por defender el diálogo como método de enseñanza, sus ideas se conocen a partir de los escritos de otros pensadores, que fueron sus discípulos y seguidores, como Platón y Aristóteles. Al final de la vida, fue arrestado, juzgado y condenado a muerte por “corromper la mente de los jóvenes atenienses” y “no creer en los dioses del estado”.

Giordano Bruno fue un teólogo, filósofo y fraile italiano, nacido en 1548. Fue preso por defender ideas contrarias a las establecidas por la religión católica, como la infinidad del universo, que el sol es una estrella como otras observadas en el cielo nocturno y el heliocentrismo. Por esas ideas y también por otras que contrariaban los dogmas católicos, fue condenado a la hoguera por la inquisición. Se quedó preso por ocho años y fue quemado en 1600.

La historia de Galileo usted probablemente ha oído hablar. Su principal obra es el “Diálogo sobre os dois principais sistemas do mundo” (Diálogo sobre los dos principales sistemas del mundo), publicado en 1632. En ella se presenta y defiende (con años de experimentos y observaciones) la visión copernicana del “universo”, con el sol en el centro y los planetas girando en torno a él, en contraposición a la visión aceptada en aquel momento histórico, con la Tierra en el centro y todos los cuerpos celestes, incluyendo el sol, girando a su alrededor. Acusado de herejía por la iglesia católica, Galileo fue condenado a contradecir públicamente lo que defendía en su obra y permaneció en “arresto domiciliario” por el resto de su vida. En 1992, el papa Juan Pablo II pidió perdón en nombre de la iglesia católica por la condena de Galileo.

Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg y Max Born fueron algunos de los científicos responsables del desarrollo de la teoría cuántica, que explica fenómenos que ocurren en escala atómica y subatómica (usted puede saber un poquito más sobre esta teoría haciendo clic aquí [ver enlace en la versión en portugués]). Desarrollaron sus investigaciones en la primera mitad del siglo XX, principalmente en universidades alemanas. Con el advenimiento y crecimiento de las ideas antisemitas propagadas por el nazismo, acabaron abandonando Alemania y se exiliaron en países como Inglaterra y Estados Unidos.

Estos son sólo algunos nombres de filósofos y científicos que han sido de alguna manera perseguidos y/o condenados por sus ideas. Muchos otros más tuvieron fines trágicos como la muerte o el exilio. ¿Todo esto parece lejano? ¿Es cosa de la edad media? ¿Ataque de extremistas que ya se ha superado y que no podrían repetirse en una sociedad civilizada y democrática? En el año 2014, Ana Rosa Kucinski Silva, profesora del Instituto de Química de la Universidad de São Paulo (USP), y su marido Wilson Silva, desaparecieron en abril de 1974. Sólo en 2014, con los trabajos de la Comisión Nacional de la Verdad, fueron asesinados por agentes de la represión de la dictadura militar instaurada en Brasil en 1964. En la misma época, la pareja Victor y Ruth Nussenzweig (biólogos) se exiliaron en los Estados Unidos después de que Víctor se convirtió en blanco de una investigación militar. Fueron contratados por la Universidad de Nueva York, donde continuaron las investigaciones para el desarrollo de una vacuna contra la malaria, y continúan allí hasta hoy. Isaias Raw, profesor de la Facultad de Medicina de la USP, quedó preso durante 13 días en 1964, acusado de actividades “subversivas” por la comisión interna de la universidad. Cabe destacar que cualquier actividad podría ser clasificada como subversiva y motivar una prisión, pero la mayoría de las veces no había ninguna amenaza, esa prisión era totalmente arbitraria.

Perciba que estos últimos relatos no son tan antiguos, ¿no es así? El propio reconocimiento de que muchos de estos profesores y científicos fueron víctimas de ataques contra los derechos laborales, civiles, políticos y humanos ocurrió hace 4 años. Aún hoy algunas informaciones continúan siendo actualizadas, personas continúan desaparecidas y preguntas continúan sin respuestas.

“A Sociedade Brasileira de Física” (SBF) (La Sociedad Brasileña de Física) publicó el 28 de marzo de 2019 la materia “SBF relembra físicos perseguidos pela ditadura militar de 1964” (SBF recuerda a los físicos perseguidos por la dictadura militar de 1964, ver enlace en la versión en portugués) , que cita a los físicos Mario Schenberg, Elisa Esther Frota Pessoa, Jaime Tiomno, José Leite Lopes, Plínio Sussekind da Rocha, Sarah de Castro Barbosa, que fueron jubilados obligatoriamente en 1964. Hoy, 31 de marzo de 2019, se cumplen 55 años del inicio del régimen militar, que perduró hasta 1985. En función de ello la “Sociedade Brasileira de Química” (SBQ) (Sociedad Brasileña de Química) lanzó una nota declarando su repudio (ver enlace en la versión en portugués) a cualquier tipo de conmemoración que remita a la dictadura militar en el Brasil: “Não é dia de comemorar. Pelo contrário. É dia de homenagear os que tombaram” (No es día de conmemoración. Por lo contrario. Es día de homenajear a los que cayeron).

En 2014, se lanzó el “Projeto Ciência na Ditadura” (Proyecto Ciencia en la Dictadura), que “consiste num levantamento dos pesquisadores e professores universitários perseguidos ou que tiveram suas carreiras acadêmicas prejudicadas em função de questões de natureza política” (consiste en un levantamiento de los investigadores y profesores universitarios perseguidos o que tuvieron sus carreras académicas perjudicadas en función de cuestiones de naturaleza política). Según lá página en la internet del proyecto, 471 científicos sufrieron en ese período de nuestra historia, ya sea porque fueron arrestados, torturados, asesinados o exiliados; demitidos, jubilados, sometidos a investigaciones militares, cuyos libros fueron prohibidos, tuvieron que huir del país en función del clima de persecución política, o sufrir boicot a su trabajo científico e intelectual.

Así como ese proyecto, otras iniciativas se han realizado para preservar las memorias de la resistencia y de la represión militar ocurridas durante la dictadura y garantizar que sea sólo un triste recuerdo del pasado que no venga a asombrar nuestro futuro. En São Paulo, por ejemplo, existe el “Memorial da Resistência” (Memorial de la Resistencia), ubicado en el edificio de la antigua sede del DOPS (“Departamento de Ordem Política e Social” [Departamento de Orden Político y Social], órgano responsable de la represión política y censura durante el régimen militar). Este Memorial cuenta un poquito de esa historia y de la persecución que ocurrió en varias universidades del país.

Recordar estos hechos no significa que nos gusta cortar la herida para verla sangrar, sino que nosotros, como sociedad, debemos sacar una lección de este triste momento histórico. Necesitamos señalar y recordar para que la misma piedra no nos haga tropezar de nuevo abriendo otra herida.

Para saber más, listamos algunas páginas en la internet que traen más información sobre los científicos e intelectuales brasileños perseguidos en esa época sombría de nuestra historia reciente y también textos que recuerdan las persecuciones políticas e ideológicas sufridas por investigadores y pensadores a lo largo de la historia (ver enlaces en la versión en portugués).

Fuentes:

Fuente de la imagen destacada: Arquivo pessoal.

Para visitar: Memorial da Resistência http://www.memorialdaresistenciasp.org.br/memorial/

Para saber más: (no Brasil) Playlist com documentários sobre a Ditadura Militar Brasileira no YouTube

http://www.sbq.org.br/ensino/workshop/nota-publica-da-divisao-de-ensino-da-sociedade-brasileira-de-quimica-sobre-31-de-marco

http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0009-67252014000400015 https://portal.fiocruz.br/noticia/ditadura-regime-instituido-pelo-golpe-ha-50-anos-deixou-marcas-no-campo-da-ciencia http://www.revistahcsm.coc.fiocruz.br/projeto-identifica-cientistas-perseguidos-pela-ditadura-militar/ https://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/museu-lanca-site-sobre-cientistas-perseguidos-durante-ditadura-militar-15738975 http://site.mast.br/ciencia_na_ditadura/index.html http://www.sbfisica.org.br/v1/home/index.php/pt/acontece/875-sbf-relembra-fisicos-brasileiros-perseguidos-pela-ditadura-militar-de-1964 https://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/12/1560259-relatorio-da-comissao-da-verdade-detalha-prisoes-tortura-e-mortes.shtml (no mundo) https://netnature.wordpress.com/2016/07/11/cientistas-filosofos-e-livres-pensadores-que-a-inquisicao-matou-em-nome-de-deus/ http://www.comciencia.br/punicao-na-ciencia-atraves-dos-tempos/ http://cienciahoje.org.br/a-fuga-de-cerebros-da-alemanha-nazista/ https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.pdf https://super.abril.com.br/ciencia/9-cientistas-famosos-que-ja-foram-refugiados/

Otros disseminadores:

Texto do Universo Racionalista sobre o atraso científico na Ditadura

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