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#acessibilidade Imagem em alusão a Poseidon com a metade superior do corpo acima das águas turbulentas.
Texto escrito em colaboração com Gabriela Dias
Esteja em uma expressão de amor como na música Oceano do Djavan, “Você deságua em mim, e eu, Oceano”, ou na triste narrativa de escassez de água imortalizada na voz de Luiz Gonzaga em Súplica Cearense, e em Asa Branca. Seja lúdica como as múltiplas águas de Jorge Ben Jor em Alcohol como “água de beber, água de benzer, ou água de banhar”. Ou mesmo expressa em seu ciclo, descrito por Guilherme Arantes, com o famoso refrão de “Terra, Planeta Água!”. E antes que a tragédia da enchente que tudo arrasta cantada por Tom Jobim apareça com a Água de Março e deixe pesado o clima deste texto, logo na largada, é bom que Chico Buarque chegue para pôr um fim nessas alusões/citações com a última Gota D’água!
O tema ÁGUA pode ser abordado de diversas formas, como da forma lúdica utilizada acima, podendo motivar letras e canções e as demais formas de arte. É um assunto tão inesgotável, quanto relevante justamente pelas suas múltiplas propriedades e aplicações sendo, acima de tudo, essencial à vida como conhecemos no nosso tão querido redondeta planeta Terra.
Nesta semana, no dia 22 de Março, se celebra o Dia Mundial da Água, e gostaríamos de destacar um pouco dessa importância e conscientizar o porquê de encontrarmos esse assunto nas mais variadas questões do nosso dia a dia, antes que possam estourar os rojões para comemorar.
Vale lembrar que a vida, na forma como conhecemos (animais, vegetais, microorganismos, algas…), é completamente dependente de água, ela permite que reações e processos bioquímicos fundamentais ocorram, é responsável pelo transporte de nutrientes, sais, trocas gasosas. Esta água também é essencial para o desenvolvimento social e econômico e corresponde a 60% do peso de um homem adulto e 55% do de uma mulher adulta.
Mais de 70% da superfície da Terra é composta por água, e é bom esclarecermos que ela pode ser abundante, mas é muito disputada mesmo assim! E nós não estamos falando (só) da disputa entre os portugueses, espanhóis e italianos pelos mares e oceanos no milênio passado!
Ora ou outra estamos em meio a uma crise hídrica ou uma campanha de redução de consumo de água e, como bem sabemos, praticamente tudo que fazemos vai envolver água de alguma forma, mas você já parou para pensar por que existem estas crises ou onde a água é mais consumida na nossa sociedade?
As crises de abastecimento nas grandes cidades e no campo são consequências principalmente do crescimento do consumo, da má gestão e mal planejamento dos nossos governantes. Quanto ao consumo no Brasil, por exemplo, temos pelo menos duas fontes governamentais muito interessantes para adquirir informações a este respeito e tentar responder esta questão: o Ministério do Meio Ambiente e a Agência Nacional de Águas (ANA), que produz relatórios anuais muito completos e de fácil leitura e ainda pode ser encontrada pelo site.
No Brasil são retirados aproximadamente 2 milhões de litros de água por segundo das fontes de água, sendo que um milhão retorna automaticamente e o outro milhão demora mais um pouco para retornar porque é consumida e passa a integrar algo. Por exemplo, a água que vai para a irrigação consome aproximadamente 1 milhão de litros por segundo, mas 220 mil litros retornam aos veios de água através de processos como escoamento aos rios e absorção do solo, enquanto o restante vai fazer parte da plantação que incorpora ela na sua massa juntamente com outros nutrientes para crescer.
Para você ter uma ideia de como é grande o meu amor por você o nosso uso da água, alguém que bebe aqueles 2 litros de água de recomendação diária levaria mais de 1300 anos para beber o que a irrigação consome em 1 segundo. Ainda tem diversos setores como a produção de energia (10%), a indústria (9%), pecuária (8%), a mineração (2%) e, é claro, o nosso consumo nas residências, sejam elas urbanas ou rurais (25%).
Mas se as residências consomem em torno de ¼ da água, por que se discute tanto o racionamento de água? Isso, além de ter relação com o fato da água no Brasil e no mundo ser extremamente mal distribuída, ainda tem relação com as propriedades que cada tipo de usuário pode consumir, por exemplo, a água utilizada na mineração é diferente da água utilizada para tomar banho ou cozinhar. Assim, quando somos convidados a preservar água e reduzir o consumo é porque estamos economizando água potável, não qualquer outra água.
Já que citamos a água da mineração, poderíamos falar um pouco mais sobre este uso e quando a água se torna um problema socioambiental como em enchentes e nos crimes ambientais, como os casos de Brumadinho e Mariana. Espera! É a água que se torna um problema ou estas manifestações são consequências ambientais de um problema humano?
A ANA é responsável pela produção anual do Relatório de Segurança de Barragens além da gestão do Sistema Nacional de Segurança de Barragens, mas a fiscalização de todas as barragens pelo país é papel de mais de 30 órgãos, independente da finalidade para qual a barragem é utilizada. Seja aquicultura*, irrigação, mineração ou outro motivo para se represar artificialmente água, ao final de 2017 o Brasil possuía 170 mil barragens de água sendo apenas pouco mais de 5 mil fiscalizadas quanto à Categoria de Risco e quanto ao Dano Potencial Associado, sendo dessas 723 classificadas nos dois parâmetros como alto potencial de dano.
Aí, quando vemos como estamos longe de fiscalizar todas as barragens artificiais, podemos pensar que, já que as barragens foram construídas pelo homem, naturalmente o homem está responsável pela sua manutenção e segurança, logo não precisamos nos preocupar com a fiscalização, certo? Talvez, se não tivessem construído as barragens com a finalidade de dar lucro para alguma atividade econômica e não tivéssemos pessoas dispostas a maximizar seus lucros a qualquer preço, esta afirmação poderia ser verdade…
Assim como no processo de urbanização desenfreado que muitas (ou praticamente todas) grandes cidades brasileiras passam, o interesse econômico lucra inclusive com a venda do que chamamos de várzea ou planície de inundação. Sim! As planícies de INUNDAÇÃO, que os rios acabam transbordando em suas cheias, são utilizadas para produção de riquezas para algumas pessoas, tanto na região rural quanto na urbana.
Na região rural, por conta da grande fertilidade do solo (graças principalmente ao material depositado durante as cheias), enquanto que no meio urbano tem valor elevado, normalmente, apenas quando as várzeas do rio ainda estão limpas e dificilmente mantém este valor para se morar ou instalar sua empresa depois de poluídas, a menos que você produza algum resíduo que precise dar uma destinação (normalmente cara) e você queira jogar no esgoto de forma clandestina.
Tá, mas pode surgir o questionamento de, se este problemão das águas nas cidades e nos campos usado para produzir principalmente desigualdades alimentos, então este problemão não é localizado? Você poderia lembrar por exemplo que o Brasil possui a maior reserva de água doce do mundo (cerca de 12%) e que o mundo inteiro consegue se virar com o que tem, porque nós não conseguiríamos?
Se você fez este tipo de questionamento, é bom que esclareçamos dois pontos principais: o perfil da escassez de água no mundo e no Brasil. No relatório de 2017 da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), aproximadamente três em cada dez pessoas — em um total de 2,1 bilhões — não têm acesso a água potável em casa, e seis em cada dez — ou 4,5 bilhões — carecem de saneamento seguro, de acordo com novo relatório. Segundo o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2019, estimativas recentes mostram que 31 países experimentaram estresse hídrico entre 25% (definido como valor mínimo) e 70%. Outros 22 países estão em situação ainda pior, acima de 70% de escassez hídrica.
No Brasil, entre 70 e 80% de toda a água de superfície encontra-se na região norte, a região menos populosa do país, enquanto menos de 5% das reservas e grande parte da água subterrânea encontra-se no nordeste, segunda região mais populosa do país, e sendo que a maior parte dela com teor de sal acima do limite aceitável para o consumo humano. Pensando nisso, desde 2004 foi implementado um projeto de dessalinização das águas do semi-árido baseado em osmose reversa que abrange 9 estados: AL, BA, CE, MG, PB, PE, PI, SE e RN. A osmose é um processo físico em que a água migra de um meio aquoso menos concentrado para a direção mais concentrada de sais, esses dois meios são separados por uma membrana semipermeável que permite exclusivamente a passagem das moléculas de água. Na osmose inversa (ou reversa) uma pressão externa, superior a pressão osmótica, é aplicada e o solvente da solução mais concentrada passará pela membrana e irá em direção à solução menos concentrada, produzindo assim dois efluentes, o permeado (água dessalinizada) e o concentrado (mais informações abaixo).
Da meta de 1357 sistemas de dessalinização, 700 obras foram contratadas, 482 obras estão concluídas e 48 estão em fase de implantação — em 170 municípios do semiárido brasileiro. Embora tenha-se obtido avanços significativos com essa estratégia, muitas melhorias e inovações ainda podem ser implementadas. Essa técnica tem um custo elevado e por isso mais pesquisas continuam sendo desenvolvidas para otimização de processos de dessalinização, reaproveitamento e melhoria na gestão da água.
Existem muitas formas de reutilizar, recuperar e gerenciar a água, tão vastas quanto suas próprias aplicações e utilizações, mas não queremos afogar ninguém com um mar de informações. Portanto, vamos retomar essas discussões aos poucos em textos futuros, gota à gota (com o perdão dos trocadilhos). Por enquanto temos essa piscininha, ótimo pra gente começar!
*Aquicultura é tanto a ciência que estuda o uso da água para criação de outros seres vivos, principalmente visando a produção de alimentos, quanto a aplicação destes conceitos. Os seres vivos utilizados podem ser bem variados, mas destacam-se: peixes, crustáceos, moluscos, algas e, quando associado à criação de vegetais, pode receber o nome de aquaponia (fusão de aquicultura com hidroponia).
Fontes:
Fonte da imagem destacada: Internet
http://www.iee.usp.br/?q=pt-br/publica%C3%A7%C3%A3o/%C3%A1gua-e-sustentabilidade-desafios-perspectivas-e-solu%C3%A7%C3%B5es
http://portalods.com.br/wp-content/uploads/2018/03/261594por.pdf
http://www.snisb.gov.br/portal/snisb/relatorio-anual-de-seguranca-de-barragem/2017
http://arquivos.ana.gov.br/portal/publicacao/Conjuntura2018.pdf
http://www2.ana.gov.br/Paginas/servicos/cadastros/barragens/RelatoriodeSegurancadeBarragens.aspx
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12334.htm
http://www.mma.gov.br/agua/agua-doce
http://www.mma.gov.br/agua/agua-doce/sistema-de-dessanilizacao.html
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000367303_por
Para saber mais:
Mais informações sobre o processo de dessalinização
Descoberta de água líquida em Marte
[:es]
Texto escrito en colaboración con Gabriela Dias
Esté en una expresión de amor como en la música “Oceano” de Djavan, “Você deságua em mim, e eu, Oceano”, o en la triste narrativa de escasez de agua inmortalizada en la voz de Luiz Gonzaga en “Súplica Cearense”, y en “Asa Branca”. Sea lúdica como las múltiples aguas de Jorge Ben Jor en “Alcohol” como “água de beber, água de benzer, ou água de banhar”. O incluso expresa en su ciclo, descrito por Guillermo Arantes, con el famoso refrán de “Terra, Planeta, Água!”. Y antes que la tragedia de la inundación que todo arrastra cantada por Tom Jobim aparezca con el “Água de Março” y deje pesado el clima de este texto, luego en el comienzo, es bueno que Chico Buarque llegue para poner un fin en esas alusiones/citas con la última “Gota D’agua!”
El tema AGUA puede ser abordado de diversas formas, como la forma lúdica utilizada arriba, pudiendo motivar letras y canciones y las demás formas de arte. Es un asunto tan inagotable, cuanto relevante justamente por sus múltiples propiedades y aplicaciones siendo, sobre todo, esencial a la vida como conocemos en nuestro tan querido planeta Tierra.
En esta semana, el día 22 de marzo, se celebra el Día Mundial del Agua, y quisiéramos destacar un poco de su importancia y concientizar el porqué de encontrar este asunto en las más variadas situaciones de nuestro día a día, antes de que puedan reventar los fuegos artificiales para celebrar.
Es importante recordar que la vida, en la forma en que la conocemos (animales, vegetales, microorganismos, algas …), es completamente dependiente del agua, permite que las reacciones y procesos bioquímicos fundamentales ocurran, es responsable del transporte de nutrientes, sales, intercambios gaseosos. Esta agua también es esencial para el desarrollo social y económico y corresponde al 60% del peso de un hombre adulto y el 55% del de una mujer adulta.
Más del 70% de la superficie de la tierra está compuesta por agua, y es bueno aclarar que puede ser abundante, pero de todos modos es muy disputada. ¡Y no estamos hablando (sólo) de la disputa entre el portugués, español e italiano por los mares y océanos en el pasado milenio!
Frecuentemente estamos en medio de una crisis hídrica o una campaña de reducción de consumo de agua y, como bien sabemos, prácticamente todo lo que hacemos envuelve agua de alguna forma, pero ya ha parado para pensar por qué existen estas crisis o donde se consume más agua en nuestra sociedad?
Las crisis de abastecimiento en las grandes ciudades y en el campo son consecuencias principalmente del crecimiento del consumo, de la mala gestión y del mal planeamiento de nuestros gobernantes. En cuanto al consumo en Brasil, por ejemplo, tenemos al menos dos fuentes gubernamentales muy interesantes para adquirir informaciones al respecto y responder esta cuestión: el “Ministério do Meio Ambiente” (Ministerio del Medio Ambiente) y la “Agência Nacional de Águas (ANA)” (Agencia Nacional de Aguas), que produce informes anuales muy completos y de fácil lectura y aún pueden ser encontrada en la internet (ver enlace en la versión en portugués).
En Brasil se retiran aproximadamente 2 millones de litros de agua por segundo de las fuentes de agua, siendo que un millón retorna automáticamente y el otro millón tarda un poco más para regresar porque es consumida y pasa a integrar algo. Por ejemplo, el agua que va a la irrigación consume aproximadamente 1 millón de litros por segundo, pero 220 mil litros retornan a los vetas de agua a través de procesos como flujo a los ríos y absorción del suelo, mientras que el resto va a formar parte de la plantación que la incorpora en su masa junto con otros nutrientes para crecer.
Para que usted tenga una idea de cómo es grande nuestro uso del agua, alguien que bebe esos 2 litros de agua recomendados diariamente tardaría más de 1300 años para beber lo que la irrigación consume en 1 segundo. Todavía tenemos diferentes sectores como la producción de energia (10%), la industria (9%), la ganadería (8%), la minería (2%) y, por supuesto, nuestro consumo en las residencias, ya sean urbanas o rurales, 25%).
Pero si las residencias consumen alrededor de 1/4 del agua, ¿por qué se discute tanto el racionamiento de agua? Esto, además de tener relación con el hecho de que el agua en Brasil y en el mundo es extremadamente mal distribuida, tiene todavía relación con las propiedades que cada tipo de usuario puede consumir, por ejemplo, el agua utilizada en la minería es diferente del agua utilizada para tomar baño o cocina. Así, cuando estamos invitados a preservar agua y reducir el consumo es porque estamos ahorrando agua potable, no cualquier otra agua.
Ya que citamos el agua de la minería, podríamos hablar un poco más sobre este uso y cuando el agua se vuelve un problema socioambiental como en las inundaciones y los crímenes ambientales, como los casos de Brumadinho y Mariana. ¡Espera! ¿Es el agua que se vuelve un problema o estas manifestaciones son consecuencias ambientales de un problema humano?
La ANA es responsable de la producción anual del Informe de Seguridad de Represas además de la gestión del Sistema Nacional de Seguridad de Represas, pero la fiscalización de todas las represas por el país es papel de más de 30 órganos, independiente de la finalidad para la que se utiliza la represa . Sea acuicultura, irrigación, minería u otro motivo para represar artificialmente agua, al final de 2017 Brasil poseía 170 mil represas de agua siendo apenas poco más de 5 mil fiscalizadas en cuanto a la Categoría de Riesgo y en cuanto al Daño Potencial Asociado, siendo 723 clasificadas en los dos parámetros como alto potencial de daño.
Quando vemos cómo estamos lejos de fiscalizar todas las represas artificiales, podemos pensar que, ya que las represas fueron construidas por el hombre, naturalmente el hombre es responsable de su mantenimiento y seguridad, luego no necesitamos preocuparnos por la fiscalización, ¿verdad? Tal vez, si no hubieran construido las represas con el fin de dar ganancia para alguna actividad económica y no tuviéramos personas dispuestas a maximizar sus ganancias a cualquier precio, esta afirmación podría ser verdad…
Así como en el proceso de urbanización desenfrenada que muchas (o prácticamente todas) grandes ciudades brasileñas pasan, el interés económico se beneficia incluso con la venta de lo que llamamos “várzea” o planicie de inundación. ¡Sí! Las planicies de INUNDACIÓN, en la que los ríos acaban desbordando en sus inundaciones, se utilizan para la producción de riquezas para algunas personas, tanto en la región rural como en la urbana.
Pero, puede surgir el cuestionamiento de si este problema de las aguas en las ciudades y en los campos usado para producir principalmente alimentos es localizado. Podría recordar, por ejemplo, que Brasil posee la mayor reserva de agua dulce del mundo (alrededor del 12%) y que el mundo entero consigue abastecerse con lo que tiene, ¿porque nosotros no conseguimos?
Si usted se ha hecho este tipo de cuestionamiento, es bueno que esclarezcamos dos puntos principales: el perfil de la escasez de agua en el mundo y en Brasil. En el informe de 2017 de la Organización Mundial de la Salud (OMS) y del Fondo de las Naciones Unidas para la Infancia (UNICEF), aproximadamente tres de cada diez personas -en un total de 2.100 millones- no tienen acceso a agua potable en casa, y seis de cada diez -o 4,5 mil millones- carecen de saneamiento seguro. Según el Informe Mundial de las Naciones Unidas sobre Desarrollo de los Recursos Hídricos de 2019, estimaciones recientes muestran que 31 países experimentaron un estrés hídrico entre el 25% (definido como valor mínimo) y el 70%. Otros 22 países están en situación aún peor, por encima del 70% de escasez hídrica.
En Brasil, entre el 70 y el 80% de toda el agua de superficie se encuentra en la región norte, la región menos poblada del país, mientras que menos del 5% de las reservas y gran parte del agua subterránea se encuentra en el nordeste, segunda región más poblada del país, y la mayor parte de ella con un contenido de sal superior al límite aceptable para el consumo humano. En el año 2004 se implementó un proyecto de desalinización de las aguas del semiárido basado en ósmosis inversa que abarca 9 estados: AL, BA, CE, MG, PB, PE, PI, SE y RN. La ósmosis es un proceso físico en el que el agua migra de un medio acuoso menos concentrado hacia la dirección más concentrada de sales, estos dos medios están separados por una membrana semipermeable que permite exclusivamente el paso de las moléculas de agua. En la osmosis inversa (o reversa) una presión externa, superior a la presión osmótica, es aplicada y el solvente de la solución más concentrada pasará por la membrana y irá hacia la solución menos concentrada, produciendo así dos efluentes, el permeado (agua desalinizada) y el concentrado (más información a continuación).
En Brasil, entre el 70 y el 80% de toda el agua de superficie se encuentra en la región norte, la región menos poblada del país, mientras que menos del 5% de las reservas y gran parte del agua subterránea se encuentra en el nordeste, segunda región más poblada del país, y la mayor parte de ella con un contenido de sal superior al límite aceptable para el consumo humano. En el año 2004 se implementó un proyecto de desalinización de las aguas del semiárido basado en ósmosis inversa que abarca 9 estados: AL, BA, CE, MG, PB, PE, PI, SE y RN. La ósmosis es un proceso físico en el que el agua migra de un medio acuoso menos concentrado hacia la dirección más concentrada de sales, estos dos medios están separados por una membrana semipermeable que permite exclusivamente el paso de las moléculas de agua. En la osmosis inversa (o reversa) una presión externa, superior a la presión osmótica, es aplicada y el solvente de la solución más concentrada pasará por la membrana y irá hacia la solución menos concentrada, produciendo así dos efluentes, el permeado (agua desalinizada) y el concentrado (más información a continuación).
Hay muchas maneras de reutilizar, recuperar y administrar el agua, tan amplias como sus propias aplicaciones y usos, pero no queremos ahogar a nadie con un mar de informaciones. Por lo tanto, vamos a retomar estas discusiones poco a poco en textos futuros, gota a gota (con el perdón de los dobles sentidos). Por el momento tenemos esta piscina, ¡ideal para empezar!.
*Aquicultura é tanto a ciência que estuda o uso da água para criação de outros seres vivos, principalmente visando a produção de alimentos, quanto a aplicação destes conceitos. Os seres vivos utilizados podem ser bem variados, mas destacam-se: peixes, crustáceos, moluscos, algas e, quando associado à criação de vegetais, pode receber o nome de aquaponia (fusão de aquicultura com hidroponia).
Fuentes:
Fuente de la imagen destacada: Internet
http://www.iee.usp.br/?q=pt-br/publica%C3%A7%C3%A3o/%C3%A1gua-e-sustentabilidade-desafios-perspectivas-e-solu%C3%A7%C3%B5es
http://portalods.com.br/wp-content/uploads/2018/03/261594por.pdf
http://www.snisb.gov.br/portal/snisb/relatorio-anual-de-seguranca-de-barragem/2017
http://arquivos.ana.gov.br/portal/publicacao/Conjuntura2018.pdf
http://www2.ana.gov.br/Paginas/servicos/cadastros/barragens/RelatoriodeSegurancadeBarragens.aspx
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12334.htm
http://www.mma.gov.br/agua/agua-doce
http://www.mma.gov.br/agua/agua-doce/sistema-de-dessanilizacao.html
https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000367303_por
Para saber más:
Mais informações sobre o processo de dessalinização
Descoberta de água líquida em Marte
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