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#acessibilidade Duas fotografias de Florence Nightingale, jovem à esquerda e idosa à direita.
Você sabe quem foi Florence Nightingale? Qual a importância dela para a saúde atualmente? E o que seria da enfermagem sem esta grande e batalhadora mulher? Ela é importante até hoje para a enfermagem. Persistiu e se dedicou em busca do investimento em saneamento básico em um hospital da Guerra da Crimeia, o que revolucionou as perspectivas de saúde até os dias atuais. Sempre fora generosa e cuidadosa com seus pacientes e era vista frequentemente visitando-os durante a noite com uma lanterna à mão, o que lhe rendeu o apelido de “dama da noite”. Em muitas obras, Florence é retratada segurando um lampião.
Há 200 anos, Florence Nightingale nascia em Florença, na Itália, em 12 de maio de 1820. Era uma mulher bastante impetuosa e não se contentava com o papel feminino que a sociedade impunha na época. Desejava dedicar-se aos estudos da estatística, mas não teve permissão para isso e decidiu seguir o caminho da caridade. Assim, viajou a Paris, onde conheceu o trabalho das Irmãs de Caridade de São Vicente de Paula, prestou assistência e auxiliou na administração, adquiriu noções de enfermagem e, apaixonada pela estatística, estudou os dados obtidos na caridade e desenvolveu gráficos das atividades realizadas.
No século XIX as condições hospitalares eram extremamente precárias, o saneamento básico era inexistente. Os ricos preferiam se tratar em casa, enquanto os pobres, que não podiam pagar por atendimento domiciliar, eram tratados em hospitais. Nightingale não se contentava com a situação dos hospitais e desejava mudar esta condição, fazendo parte do movimento progressista. Em dezembro de 1846, em resposta a um escândalo que envolvia a morte de um sem teto, tornou-se a principal defensora de melhorias no tratamento público. Aos 30 anos passou a fazer estágios em importantes hospitais da Alemanha e da França, iniciando sua jornada como enfermeira. Depois de formada, se mudou para Londres, onde trabalhou como superintendente de um hospital de caridade.
Antigamente a população era informada sobre a guerra por pinturas heroicas, não por diagramas utilizando dados reais, com os grandes heróis em leitos hospitalares. Porém, a Guerra da Crimeia foi retratada desta forma pelo jornalismo e a população se chocava com a realidade do campo de batalha. Em reação a isso, houve uma indignação pública com a negligência das tropas. Foi então que o Secretário da Guerra da Crimeia, conhecendo o movimento progressista do qual Florence fazia parte, a contratou para trabalhar em um hospital da guerra.
![[:pb]Florence Nightingale, a mãe da enfermagem moderna (V.3, N.6, P.5, 2020)[:es]Florence Nightingale, la madre de la enfermería moderna (V.3, N.6, P.5, 2020)[:] florence nightingale hospital - [:pb]Florence Nightingale, a mãe da enfermagem moderna (V.3, N.6, P.5, 2020)[:es]Florence Nightingale, la madre de la enfermería moderna (V.3, N.6, P.5, 2020)[:]](http://proec.ufabc.edu.br/gec/wp-content/uploads/2020/06/florence-nightingale-hospital.jpg)
#acessibilidade Pintura retratando Florence Nightingale no hospital de Scutari segurando um lampião com a mão direita.
A principal contribuição de Florence Nightingale ocorreu entre 1854 e 1856 no hospital de Scutari, na Turquia, perto do campo de batalha da Guerra da Crimeia. Após o fim da guerra, relatou que das 18 mil mortes, aproximadamente 16 mil morreram de doenças infecciosas contraídas no hospital e não de ferimentos de guerra. Florence desejava fazer melhorias duradouras nos hospitais e para isso teria de convencer o governo britânico de que seria necessária uma reforma radical. Apesar da relutância do governo, Florence não desistiu e pediu uma audiência com a Rainha Vitória, buscando convencer a todos de que era necessário compreender porque tantos soldados morriam durante a guerra. Florence possuía grande reputação por conta da opinião pública, então o governo solicitou um relatório que seria apresentado a um novo comissário real. Foi então que ela trabalhou intensamente para expressar e organizar suas experiências no hospital de Scutari. Nightingale desejava chamar a atenção das pessoas, tanto estudiosos quanto não estudiosos, para os dados. Elaborou, então, o diagrama com cores fortes e com formas circulares sobrepostas, lembrando uma rosa, conhecido por “diagrama da rosa”.
O “diagrama da rosa” mostra que o número de mortes devido a doenças infecciosas era alto no período de abril de 1854 a março de 1855. Algo ocorreu, entretanto, para que no de período de abril de 1855 a março de 1856 as condições dos soldados melhorassem. O que seria, então, que causou esta mudança drástica na sobrevivência dos soldados?
O hospital de Scutari foi construído sob uma fossa, que exalava gases tóxicos. Os pacientes se deitavam em camas precárias ou no chão. Florence e suas 38 enfermeiras cuidavam dos soldados com todo o respeito. Lavavam adequadamente as roupas, com água quente, e forneciam uma nova dieta, balanceada, para os enfermos. Mesmo assim, a taxa de letalidade ainda era alta. Florence precisou fazer mais mudanças no hospital, foi então que no dia 4 de março de 1855 um especialista em cólera e um engenheiro sanitário visitaram o lugar. Viram, então, que o sistema de água estava entupido com dejetos e excrementos, cuja água chegava ao tanque de água que abastecia o hospital. As reformas necessárias foram realizadas e dentro de 1 mês as mortes por infecção haviam caído pela metade.
Apesar do grande rigor metodológico de Nightingale, a comissão real britânica não publicou boa parte dos dados, pois consideraram controversos. No entanto, publicaram o famoso “diagrama da rosa”.
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#acessibilidade “Diagrama da rosa” de Florence Nightingale. À esquerda estão os dados obtidos de abril de 1855 a março de 1856. Já à direita estão os dados de abril de 1854 a março de 1855. Os diagramas classificam o número de mortos de acordo com o tipo de morte (doenças, feridas ou outros tipos) e o mês. A importância do diagrama é a exposição de que de 1854 a 1855 o número de mortes por doenças contraídas no hospital é elevado e contínuo em comparação ao período de 1855 a 1856, quando há queda acentuada.
Por conta da relutância do governo britânico em publicar o relatório completo, Florence se enfureceu e, em outubro de 1858, vazou o material para centenas de pessoas influentes. Após três meses, Florence e seus apoiadores conseguiram convencer o governo britânico a publicar o relatório. O estudo de Nightingale foi essencial para que compreendêssemos que o dinheiro investido em saneamento básico é importante para nossa sobrevivência.
Quando Florence voltou da Guerra da Crimeia, contraiu uma doença infecciosa, não se sabe exatamente qual, mas possivelmente brucelose ou febre tifoide. Em casa ela escreveu o relatório descrito aqui, com quase 900 páginas, onde ela pode sistematizar e expor toda a sua experiência e a realidade do hospital em que trabalhou. Posteriormente ela escreveu, ainda, mais artigos e livros. Florence Nightingale morreu no dia 13 de agosto de 1970, com 90 anos. E em homenagem à mãe da enfermagem moderna, o Dia Internacional da Enfermagem é o dia de seu nascimento, 12 de maio.
Fontes:
Imagem destacada: Site Sou Enfermagem
Imagem 1: Florence Nightingale – Scutari Hospital – Criméia
Imagem 2: Florence Nightingale (1820–1910) / Public domain
https://www.spdm.org.br/saude/noticias/item/3392-200-anos-de-florence-nightingale-icone-da-enfermagem-moderna https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2020/04/florence-nightingale-como-ela-revolucionou-nossos-habitos-de-higiene.html https://www.youtube.com/watch?v=Ik6X2-DCudU
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#accesibilidad Dos fotografías de Florence Nightingale, joven en la de la izquierda y anciana en la de la derecha.
¿Sabes quién fue Florence Nightingale? ¿Cuál es su importancia en la salud actualmente? ¿Sabes qué sería de la enfermería sin esta gran y luchadora mujer? Hasta ahora, ella es importante para la enfermería. Ella persistió y se dedicó a buscar la inversión en saneamiento básico en un hospital en la Guerra de Crimea, lo cual revolucionó las perspectivas de la salud hasta hoy. Siempre fue generosa y cuidadosa con sus pacientes y se la veía con frecuencia visitándolos durante la noche, con una linterna en la mano, por lo que era llamada “dama de la noche”. En muchas obras, a Florence la dibujan sosteniendo un farol.
Hace 200 años, Florence Nightingale nacía en Florencia, Italia, el 12 de mayo de 1820. Era una mujer muy impetuosa y no se conformaba con el papel femenino impuesto por la sociedad de la época. Anhelaba dedicarse a estudiar estadística, pero al no conseguir el permiso para hacerlo, decidió seguir el camino de la caridad. Entonces viajó a París, donde conoció el trabajo de las Hermanas de la Caridad de San Vicente de Paúl, colaboró con la administración, aprendió nociones de enfermería y apasionada por la estadística, estudió los datos que obtuvo practicando caridad y construyó gráficas de las actividades realizadas.
En el siglo XIX las condiciones hospitalarias eran extremadamente precarias y el saneamiento básico era inexistente. Los ricos preferían ser tratados en casa, mientras que los pobres, que no podían pagar atención domiciliaria, eran tratados en hospitales. Nightingale no se conformaba con la situación de los hospitales y quería cambiar esta situación haciendo parte del movimiento progresista. En diciembre de 1846, en respuesta a un escándalo que involucraba la muerte de un habitante de la calle, se convirtió en la principal defensora de la mejora del tratamiento público. A los 30 años comenzó a hacer estancias en diferentes hospitales en Alemania y Francia, iniciando su período como enfermera. Después de graduarse, se mudó a Londres, donde trabajó como superintendente en un hospital de caridad.
Antiguamente la población recibía información sobre la guerra a través de pinturas heroicas, no con diagramas usando datos reales, con los grandes héroes en camas de hospital. Sin embargo, la Guerra de Crimea fue ilustrada de esta forma en los periódicos y la población quedaba impactada por la realidad del campo de batalla. En respuesta a esto, hubo indignación pública con la negligencia de las tropas. Fue entonces que el secretario de la Guerra de Crimea, que conocía el movimiento progresista del cual hacía parte Florence, la contrató para trabajar en un hospital de guerra.
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#accesibilidad Pintura que ilustra a Florence Nightingale en el hospital de Scutari sosteniendo un farol con la mano derecha.
El principal aporte de Florence Nightingale ocurrió entre 1854 y 1856 en el hospital de Scutari en Turquía, cerca del campo de batalla de la Guerra de Crimea. Después del fin de la guerra, relató que, de las 18 mil muertes, aproximadamente 16 mil correspondían a enfermedades infecciosas contraídas en el hospital y no a heridas de guerra. Florence anhelaba hacer mejoras duraderas en los hospitales y para eso tendría que convencer al gobierno británico de la necesidad de una reforma radical. A pesar de la reticencia del gobierno, Florence no desistió y pidió una audiencia con la Reina Victoria, buscando convencerlos a todos de que era necesario comprender por qué tantos soldados morían durante la guerra. Florence tenía una muy buena reputación gracias a la opinión pública, y entonces el gobierno solicitó un informe que sería presentado a un nuevo comisario real. Fue entonces cuando ella trabajó intensamente para transmitir y organizar su experiencia en el hospital de Scutari. Nightingale quería llamar la atención de la gente, tanto de académicos como de no académicos. Hizo un diagrama con colores vivos y con formas circulares superpuestas, similar a una rosa, conocido como “diagrama de la rosa”.
El “diagrama de la rosa” mostraba que el número de muertes debido a enfermedades infecciosas fue alto en el período comprendido entre abril de 1854 a marzo de 1855. Sin embargo, algo tuvo que ocurrir para que en el período de abril de 1855 a marzo de 1856 la condición de los soldados hubiera mejorado. ¿Qué sería lo que causó este cambio drástico en la supervivencia de los soldados?
El hospital de Scutari había sido construido sobre una fosa que emitía gases tóxicos. Los pacientes se tendían sobre el piso o en camas precarias. Florence y sus 38 enfermeras cuidaban a los soldados con mucho respeto. Les lavaban la ropa de forma adecuada, con agua caliente y suministraban una dieta nueva y balanceada para los enfermos. Aun así, la tasa de letalidad era alta. Florence se vio en la necesidad de hacer más cambios en el hospital y así fue como el día 4 de marzo de 1855, un especialista en cólera y un ingeniero sanitario visitaron el lugar. Detectaron que el sistema de agua estaba obstruido con desechos y excrementos, y que el agua llegaba hasta el tanque de agua que abastecía el hospital. Realizaron las reformas necesarias y en el siguiente mes las muertes por infecciones ya habían disminuido a la mitad.
A pesar de la alta rigurosidad metodológica de Nightingale, la comisión real británica no publicó una gran parte de los datos pues los consideró polémicos. Sin embargo, publicaron el famoso “diagrama de la rosa”.
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#accesibilidad “Diagrama de la rosa” de Florence Nightingale. Al lado izquierdo pueden verse los datos obtenidos de abril de 1855 a marzo de 1856, A la derecha, los datos de abril de 1854 a marzo de 1855. Los diagramas clasifican el número de muertos de acuerdo al tipo de muerte (enfermedades, heridas u otros tipos) y o mes. La importancia del diagrama está en que expone como de 1854 a 1855, el número de muertes por enfermedades contraídas en el hospital es alto y constante, comparado con el período entre 1855 a 1856, donde se ve una disminución acentuada.
Debido a la reticencia del gobierno británico para la publicación del informe completo, en octubre de 1858, Florence, enfurecida, filtró el material para cientos de personalidades influyentes. Tres meses después, Florence y sus colaboradores lograron convencer al gobierno británico de la publicación del informe. El estudio de Nightingale fue esencial para entender que el dinero invertido en saneamiento básico es importante para nuestra supervivencia.
Cuando Florence regresó de la Guerra de Crimea, contrajo una enfermedad infecciosa, no se conoce exactamente cuál, es probable que fuera brucelosis o fiebre tifoidea. En su casa, ella escribió el informe que fue descrito aquí, de casi 900 páginas, donde sistematizó y expuso toda su experiencia y la realidad del hospital en el que trabajó. Posteriormente escribió otros artículos y libros. Florence Nightingale murió el 13 de agosto de 1970, a los 90 años. Y en homenaje a la madre de la enfermería moderna, el Día Internacional de la Enfermería es el día de su nacimiento, 12 de mayo.
Fuentes:
Imagen destacada: Site Sou Enfermagem
Imagen 1: Florence Nightingale – Scutari Hospital – Criméia
Imagen 2: Florence Nightingale (1820–1910) / Public domain
https://www.spdm.org.br/saude/noticias/item/3392-200-anos-de-florence-nightingale-icone-da-enfermagem-moderna https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Historia/noticia/2020/04/florence-nightingale-como-ela-revolucionou-nossos-habitos-de-higiene.html https://www.youtube.com/watch?v=Ik6X2-DCudU
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