(Português do Brasil) Nojo no mundo animal (V.1, N.1, P.4, 2018)

Facebook Twitter Instagram YouTube

Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.

Reading time: 2 minutes

Sorry, this entry is only available in Brazilian Portuguese. For the sake of viewer convenience, the content is shown below in the alternative language. You may click the link to switch the active language.

Fonte da imagem destacada: internet

#acessibilidade Gato branco com uma expressão de nojo: olhos fechados, nariz contraído, língua dobrada encostando na parte superior da boca e pata dianteira esquerda encostada no peito.

Lembra do filme Divertida Mente (Pixar Animation Studios – 2015) e como as cinco emoções de Riley (Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojinho) a ajudam a superar as dificuldades de sua adolescência? Pois então, pesquisadores da Universidade da Califórnia publicaram recentemente na revista Science Magazine (16 março de 2018) um estudo a respeito da emoção “nojo“ em animais.

Sabemos que em humanos o sentimento de nojo (ou aversão) a algumas situações, fenômenos ou coisas, como contato com fezes ou pessoas doentes, ingestão de comida estragada, etc., visa nos proteger de agentes infecciosos que podem prejudicar nossa saúde. Acontece que o sentimento de nojo/aversão não é exclusivo dos humanos e muitas espécies de animais alteram seu comportamento de modo a evitar infecções. Por exemplo, mandrils (espécie de babuíno), assim como os humanos, evitam as fezes contaminadas por parasitas e se abstêm de se relacionar com indivíduos infectados. Os estudos mostram que esses primatas possuem uma capacidade diferenciada de detectar e alterar seu comportamento em resposta ao risco de exposição de forma muito similar ao comportamento decorrente do medo provocado por predadores. Assim como o medo é induzido pelos predadores, o nojo é induzido por parasitas e tem consequências diretas na estrutura e desenvolvimento populacional das espécies, suas interações com o meio e consequentemente com toda a estrutura de um ecossistema.

A grande importância deste estudo está no fato de que o efeito do medo em ecossistemas vem tornando-se cada vez menos influente, fato ocasionado pelo declínio da população de predadores em consequência da forte influência da atuação humana. Desta forma, o estudo de parasitas e seus hospedeiros pode se tornar cada vez mais importante se quisermos compreender e também prever como os ecossistemas responderão aos ambientes em rápida mutação.

Fontes:

A landscape of disgust – Sara B. Weinstein, Julia C. Buck and Hillary S. Young
Science – 16 Mar 2018 – Vol. 359, pp. 1213-1214
http://science.sciencemag.org/content/359/6381/1213

Outros divulgadores:

Vídeo do canal Minutos Psíquicos sobre medo em humanos

Vídeo do canal Minutos Psíquicos sobre o filme Divertida Mente e as emoções humanas

Compartilhe:

Leave a Reply

Your email address will not be published.Required fields are marked *